Mel de abelha em feridas

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Com certa frequência somos questionados sobre a utilização do mel de abelha no tratamento das feridas. Na verdade a utilização medicinal do mel tem uma história de muitos milénios. Uma simples consulta na internet nos fornecerá dados dando conta do uso do mel para tratamento de problemas digestivos, infecções e feridas crônicas desde o ano 400 AC.
As propriedades antimicrobianas do mel estão documentadas na literatura médica desde o século 19 e o seu uso no tratamento das feridas crônicas tem publicações há mais de 50 anos. O advento dos antibióticos, particularmente a penicilina, diminuiu o interesse pela utilização do mel no combate às infecções ïn situ", deixando o seu uso no territórios dos tratamentos ditos populares.
Na medida em que o uso abusivo e generalizado dos antibióticos evoluiu para o caos da resistência bacteriana que não sabemos aonde vai nos levar, resurge no meio científico um renovado interesse pelo uso do mel no tratamento das feridas crônicas.
Se, por um lado, muitos trabalhos publicados mostram resultados positivos do uso do mel nas diferentes fases da cicatrização, por outro há ainda muita confusão sobre que tipo de mel tem essa capacidade de otimizar a evolução do processo cicatricial.
O mel de Manuka vem despertando especial interesse nas pesquisas. Trata-se de um mel que se origina da polinização das flores de Manuka (Leptospermun), árvore nativa da Nova Zelândia e Austrália.
Este mel tem ação antibacteriana diferenciada de outros tipos de mel agindo sobre a formação de biofilmes que deterioram a cicatrização.

 

Além da atividade antibacteriana, acredita-se que o mel, segundo trabalhos já publicados, também:
 

  • tem efeito estimulador da imunidade

  • age como anti-inflamatório

  • promove desbridamento autolítico

  • cria ambiente úmido no leito da ferida

Abelha nativa visita a flor de Manuka (Leptospermum scoparium).

Wikipedia

A título de exemplo, o MEDIHONEY é o único curativo baseado em mel aprovado pelo FDA (US Food and Drug Administration) e tem apresentações combinadas com alginato e em formato hidrocolóide, além de outras.
Não dispomos, ainda, desse produto para uso no mercado brasileiro.

Pelo avanço das pesquisas já podemos acreditar nas múltiplas atividades biológicas do mel de abelha.

O Dr. Peter Molan, PhD, e dedicado estudioso do tratamento das feridas, afirma: "Cada um dos mecanismos que promovem a cicatrização pode ser encontrado separadamente nos produtos farmacológicos disponíveis, mas no mel todos eles estão presentes e atuam de forma sinérgica para otimizar o processo cicatricial."

Muito embora ainda estejamos carentes de evidências solidificadas por estudos comparativos randomizados sobre este assunto, podemos admitir que o mel, especificamente o mel de Manuka, já pode ser considerado importante ferramenta no tratamento das feridas crônicas.

Mais sobre esse assunto pode ser encontrado em Aletha Tippett MD, onde a doutora mostra um pouco de sua experiência com o Medihoney. Estamos aguardando a comercialização do produto no Brasil para que possamos fazer nossa própria avaliação.

Leituras que recomendo:
 
  • Forrest RD. Early history of wound treatment. J R Soc Med. 1982;75(3):198–205

  • Molan PC. The evidence and the rationale for the use of honey as a wound dressing. Wound Pract Res.2011;19(4):204–221.

  • Topham J. Sugar for wounds. J Tissue Viability. 2000;10(3):86–89

  • Dunford C, Cooper R, Molan PC, White R. The use of honey in wound management. Nurs Stand. 2000;15(11):63–68.

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