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Prata no tratamento das feridas crônicas

Generalidades

 

O uso da prata para fins medicinais está documentado desde a antiguidade e a prata é um dos mais antigos elementos químicos conhecidos pelo homem.

Quando estudamos a tabela periódica dos elementos aprendemos que seu símbolo é Ag, do latim argentum, e que seu número atômico é 47.

Na Wikipédia lemos que “a prata é encontrada em sua forma pura na natureza ou como uma liga de ouro e outros metais...”; “é uma metal branco, brilhante, possui a maior condutividade elétrica e térmica entre todos os metais e é o mais reflexivo do planeta.”

 

Os usos mais difundidos da prata são:

  • Joalheria

  • Confecção de moedas

  • Condutores elétricos

  • Fotografia (a prata é fotossensível)

  • Radiologia (filmes radiológicos em Raio X)

  • Confecção de espelhos

Uso em saúde (geral)
  • Purificação da água (especialmente em filtragem)

  • Preparação de amálgamas em odontologia

  • Indústria de roupas (especialmente meias para reduzir odor e proliferação de fungos e bactérias)

  • Cateteres urinários e cardíacos, dispositivos endoscópicos e outros dispositivos implantáveis para diversas finalidades terapêuticas; tubos endotraqueais

  • Próteses ortopédicas

Prata em feridas crônicas.

Muito embora as aplicações medicinais da prata estivessem presentes desde antes da era cristã, somente no início dos anos 50 do século XX começou a ter indicações mais convencionais na prática médica.

Nesta ocasião o Dr. Carl A. Moyer se tornou conhecido pelo seu trabalho com o nitrato de prata em feridas de pacientes queimados, no Departamento de Cirurgia da Washington University. Nesse trabalho com seus alunos o Dr. Moyer concluiu que a concentração menos dolorosa e corrosiva do nitrato de prata foi de 0,5% e que, nesta concentração, as bactérias eram eliminadas, outros microrganismos não se desenvolviam e as feridas cicatrizavam em menos tempo.

Hoje, o nitrato de prata tem sua aplicação em alguns serviços, ainda discutível, quase restrita ao tratamento da hipergranulação, além de seu uso com restrições em oftalmologia.

Em seguida, a Sulfadiazina de Prata foi considerada um avanço entre os compostos com prata e é hoje utilizada na grande maioria dos centros de tratamento de queimados e de feridas crônicas, sendo a pomada padrão em alguns serviços no Brasil.

Parece ser consensual que a prata, quando em concentrações adequadas, é dotada de amplo espectro de ação antimicrobiana, agindo contra fungos, bactérias, incluindo  estafilococos resistentes à meticilina (MRSA) e enterococos resistentes à vancomicina (VRE) . 

A infecção é um dos fatores determinantes para a cronicidade das feridas e a má cicatrização. Daí a necessidade de identifica-la.

Dr. Robert Warriner, MD, diz: “devemos ter em mente que cada ferida que parece estar infectada provavelmente está, e as que não parecem, podem estar”. As feridas contêm uma grande e variada quantidade de microorganismos. Cabe ao especialista avaliar até que ponto essa população está afetando a aparência do tecido de granulação e do exsudato e identificar o momento em que o uso de curativos com prata poderá ser útil.

Além do mais, a prata tem demonstrado também propriedades anti-inflamatórias e casos de resistência bacteriana ainda não foram documentados.

Os fabricantes vêm produzindo curativos associados à prata em diferentes formatos e apresentações: gel, polietileno, hidrocolóide, espuma, alginato e outros.

O que precisamos conhecer é a concentração, características, modo de ação e de liberação do íon prata nestes diferentes formatos de curativos.

Também é de fundamental importância saber quando começar e quando descontinuar a aplicação desses curativos. Basicamente, apenas a presença de infecção pode justificar a indicação, ou seja, a prata não deve ser uma escolha automática no tratamento das feridas e seu uso profilático não deve ser rotineiro.

 

São três os mecanismos de ação da prata sobre esses microorganismos:

  • inibição da respiração celular

  • desnaturação dos ácidos nucleicos

  • afetando a permeabilidade da membrana

 

Resumindo, a prata tem baixa toxicidade para células humanas,

mostra poderosa ação anti-inflamatória e, se usada em concentrações

convenientes e de forma criteriosa, não desenvolverá resistência.

Curativos com Prata (mais conhecidos no Brasil)
 

Aplicação de Actsorb Plus 25 (Systagenix) sobre ferida criticamente colonizada. Foi aplicado Confeel Creme Barreira na pele do entorno da ferida para proteção contra o exsudato.

DICA - A grande maioria dos curativos bseados em prata pode ser aplicada em associação com os diferentes tipos de terapia compressiva para as úlceras de etiologia venosa.

Leituras que recomendamos:
 
  • Wright JB, Lam K, Burrell RE. Wound management in an era of increasing bacterial antibiotic resistance: a role for topical silver. Am J Infect Control 1998;26:572-7.

  • Burrell RE. A scientific perspective on the use of topical silver preparations. Ostomy Wound Manage 2003;49(5A Suppl):19-24.

  • KirsnerRS, OrsteadH, WrightJB. Matrix metalloproteinases in normal and impaired wound healing: a potential role for nanocrystalline silver. Wounds 2001;13(3 Suppl C):5-12.

  • Sussman, Geoffrey; in Wound Care – A Collaborative Practice Manual for Health Professionals – Chapter 11 – Ed. Lippincott Williams & Wilkins (2007)

 

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